Africa, tema de palestra da Escola Laura Ribeiro na Câmara de Conceição do Jacuípe.

Africa, tema de palestra da Escola Laura Ribeiro na Câmara de Conceição do Jacuípe.

fev 20, 2020 0 Por heliodefaria

Aconteceu no dia 20 de fevereiro de 2020, na Câmara Municipal de Conceição do Jacuípe, uma palestra sob a coordenação da Missionaria e Professora Nigeriana Augustina Obi, com coparecimento maciço dos alunos, professores e monitores de disciplina da Escola Laura Ribeiro Lopes.

Em 2004, foram instituídas as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Em 2012, foram publicadas as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola determinando mudanças consideráveis, sobretudo, nos currículos com a inserção/valorização dos conhecimentos das comunidades remanescentes de quilombos.

Estas comunidades guardam aspectos culturais trazidos pelos trabalhadores escravizados, que passaram de geração em geração mantendo vivo o legado africano no Brasil.

Os quilombos antigos e as comunidades negras do Brasil sobreviveram graças aos conhecimentos transmitidos pelas gerações mais velhas e a experiência acumulada, fator determinante no processo de resistência à escravidão e, posteriormente, em defesa da terra.

Portanto, os saberes fazem parte da vida dessas comunidades. Saberes que orientaram a vida em grupo, conhecimentos sobre técnicas de cultivo, utilização de ervas medicinais, conhecimentos sobre construção de casas, ferramentas e outras. A maioria das comunidades negras apresenta artesanato muito diversificado, com utilização de produtos extraídos da natureza, constituindo-se em um dos elementos identitários e fonte de renda, principalmente para as mulheres.

Nesta palestra, foram abordados a importância do estudo dos saberes e da oralidade como metodologia de transmissão de uma geração a outra. A África permanece viva nestas comunidades através da perpetuação destes conhecimentos e valorização dos saberes legados pelos trabalhadores escravizados, quilombolas e, posteriormente, pelas pessoas mais velhas das comunidades