O cárcere de um Odisseu

“Escrevo estas linhas”[1], tão simplesmente, para satisfazer o sonho de externar o mundo, vasto mundo que se constrói em meu íntimo. Sou professor de Física, mas acredito que o ser humano, que habita em meu cerne, percebe a natureza da vida em uma perspectiva pouco discutida, principalmente em sala de aula.

O meu intuito, além de realizar o sonho de escrever para outros, é de mostrar o quão bonito e intrigante é a mecânica da natureza. Me ponho o desafio, de mostrar aos meus leitores, de que é possível, a compreensão da natureza, sem os assustadores cálculos matemáticos.

Começo por recomendar, o clássico texto: “ O Banquete – de Platão”, mais precisamente, o discurso de Aristófanes, que em resumo, explica  a mecânica do amor onde nele a unidade é a sublime expressão de força, de resiliência, é o apogeu de uma Odisseia, é a merecida recompensa de quem nunca desistiu de encontrar sua outra metade.

Em minha experiência, creio que a natureza, não deveria ser, compreendidas em caixas separadas como: a da Biologia, a caixa da Química ou qualquer outra disciplina, onde se deva “esquecer”, o que se aprendeu, ou experienciou nas aulas anteriores. Assim como descrito no Banquete de Platão, as disciplinas estudadas no colegial, devem convergir no propósito de uma compreensão maior.  
  
Venho por esta ,sugerir que ao invés de olharmos, só um fragmento desta pintura, que é a natureza, proponho que venhamos a romper as amarras de uma dificuldade, dita por muitos, impossível de se vencer, e compreender o máximo possível, da mais bela expressão arquitetônica, A VIDA.

De um “cárcere” para o mundo.
Professor João Espíndula.

JH_berimbau@hotmail.com

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Álbum: Você me  acende, 1966

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