Vacina da Fiocruz será produzida a partir da próxima semana com insumos totalmente Brasileiros, Coronavac continua dependendo da China

Em entrevista coletiva do Ministério da Saúde realizada em Brasília, o vice-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Mario Moreira previu para o dia 15 de maio o início da fabricação da vacina Oxford/AstraZeneca contra a covid-19 com ingrediente farmacêutico ativo (IFA) produzido no Brasil, é o que informa o Diário do Poder.

De acordo com o dirigente, a fundação está em condições de produzir e obteve a certificação de boas práticas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas procedimentos de avaliação ainda serão realizados, além do processo do registro definitivo do imunizante.

Instituo Oswaldo Cruz

“Vamos ter que produzir lotes de validação acertados com procedimentos internacionais e a partir daí a gente já começa a produzir em escala industrial. Os testes deverão aguardar o registro definitivo da Anvisa. A expectativa é que em outubro tenhamos a liberação para entregar estes lotes produzidos de maio em diante”, disse Moreira.

A produção com o IFA nacional é resultado de um acordo de transferência de tecnologia entre a Fiocruz e o consórcio formado pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. Até o momento as doses produzidas dependem de IFA importado da China.

Balanço de vacinas pactuadas até 5 de maio:

– 12 milhões do Instituto Serum

– 210 milhões da Fiocruz e Oxford/AstraZeneca (100 milhões em processo de entrega e 110 milhões para entrega no 2º semestre, sendo 50 milhões de IFA importado e 60 milhões com IFA nacional)

– 130 milhões do Instituto Butantan (100 milhões já adquiridas e 30 milhões em processo final de formalização)

– 42,5 milhões de doses da Covax Facility

– 100 milhões de doses da Pfizer

– 38 milhões de doses da Janssen

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