Após reuniões, presidente de comissão diz que Anvisa agiu corretamente ao barrar Sputnik

Após se reunir com as partes e convocar a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para explicar as razões pelas quais não liberou a aplicação da vacina Sputnik no Brasil, o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), defendeu o posicionamento da agência.

Segundo ele, que também recebeu a embaixada da Rússia (que desenvolveu a vacina contra a Covid-19), os diretores e técnicos da Anvisa não agiram por interferências políticas ou ideológicas, mas como instituição de estado.

A agência vem sendo contestada por diversos estados do Nordeste, que junto com o governador da Bahia, Rui Costa (PT). A Bahia possui um contrato de prioridade de compra de 50 milhões de doses com o fundo russo de investimento e já garantiu a compra de 37 milhões.

“Saí da reunião convencido de que estão zelando pela eficácia da vacina”, ponderou Aécio, em entrevista à coluna Painel, da Folha de S.Paulo. A Anvisa barrou a importação do imunizante por avaliar que faltaram dados básicos para avaliação de segurança de uso e de eficácia.

O tucano levou à Anvisa a afirmação do governo russo de que 62 países deram aval para uso emergencial da Sputnik V. A resposta, segundo ele, foi a de que mais de 20 deles ainda não receberam a primeira dose da vacina, outros 20 não têm agências reguladoras e alguns deles são populacionalmente inexpressivos.

Apenas cerca de 8% da população russa recebeu uma dose da Sputnik até o momento, diz o tucano, com informação atribuída à Anvisa. Ele ainda perguntou se a agência pediu informações ao México, que tem aplicado a vacina. A Anvisa teria respondido que o retorno foi de que as informações são confidenciais.

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