Rui sinaliza com o Carnaval em 2022, mas a base da folia está mal

Rui Costa sinalizou com a possibilidade da realização do Carnaval de 2022 ao afirmar que daqui até o fim do ano toda a população deverá estar vacinada, ‘apesar das barbeiragens e incompetência do governo’. Festa entre o pessoal que organiza a folia? Qual nada. O cenário no setor hoje é de terra arrasada.

De artistas ao pessoal que monta e desmonta os palcos da festa, algo em torno de 30 mil pessoas, o tom da reza é o mesmo: nunca, em tempo algum, houve momento tão ruim como o atual, E como vender a folia de 2022 se ninguém sabe o que vender? Em tempos normais, a venda de camarotes, abadás e pacotes para visitantes já estava fluindo. Agora, nada.

Calote — O Carnaval, segundo cálculos da Secretaria de Turismo de Salvador, movimenta em torno de R$ 1,2 bilhão. O pessoal da folia se queixa de que a assistência oficial para o setor oscilou entre pífia e nenhuma. E parte dele se queixa, sem querer fazer estardalhaço, ‘para não ser pior’, de que são vítimas de calotes oficiais.

Um artista admitiu que tem créditos desde o Carnaval retrasado. ‘Nem para isso eles se tocam, para pagar o que devem’. Ressalvam que o São João, outra grande festa, já está fora do ar por dois anos e o Carnaval, para voltar ao velho normal, ainda não será agora, não por inteiro, pelo menos.

O cenário bate com o que se diz: o setor de entretenimento é o que mais sofre com a pandemia, foi o primeiro a parar e será o último a voltar.

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