“Não me trataram bem, não cumpriram com a palavra”, desabafa Leão sobre o PT em live com Nilo

Segundo o vice-governador, lhe foi oferecido o posto de “coordenador da política de Lula na Bahia”

O atual vice-governador, João Leão (PP), pré-candidato também a vice pela chapa oposicionista encabeçada por ACM Neto (União Brasil), voltou a falar sobre sua saída repentina da base do PT. “Você faz política com palavras, com gestos, com o tratar bem as pessoas. Então, não me trataram bem, não me fizeram gestos e não me cumpriram com a palavra”, desabafou.

João Leão participou de uma live, na noite desta quarta-feira (6), comandada pelo deputado federal Marcelo Nilo (PSB) nas suas redes sociais. 

Segundo Leão, o que motivou sua renúncia ao cargo de secretário do Planejamento do governo Rui Costa (PT) e posterior migração para o campo da oposição foi o anúncio feito pelo senador Jaques Wagner (PT), em entrevista à rádio Metrópole. 

“Fechamos um acordo na minha casa. Eu,  Jaques [Wagner], Cacá Leão [filho de Leão], Jabes Ribeiro [ex-prefeito de Ilhéus] e Roberto Muniz [ex-senador] batemos o martelo que Leão sentaria na cadeira de Rui Costa, que Rui seria candidato a senador e que Otto Alencar seria candidato a governador”, explicou..

Leão ainda disse que, caso o senador Otto Alencar não quisesse ser o candidato a governador da Bahia, ficou acordado que ele mesmo seria o postulante.

“Isso foi numa sexta-feira à noite. Na segunda, às 8h, liguei o rádio e ouvi Wagner falando na Metrópole, e ele desdisse tudo”, falou. “Então eu disse: quem não me quer eu vou embora”, completou Leão, que é presidente do PP na Bahia.

Ao saber da saída do vice-governador da base governista, Jaques Wagner chegou a pedir desculpas e, conforme Leão, o PT lhe ofereceu o posto de “coordenador da política de Lula na Bahia”. 

O progressista ainda falou que antes de seguir com ACM Neto, ele cogitou se lançar como pré-candidato a governador pela sigla e disputar contra o próprio Neto e Jerônimo Rodrigues, pré-candidato do PT. 

“Eu venho de um partido que, nas últimas eleições, foi um dos mais votados na Bahia. Hoje o PP tem 102 prefeitos no estado. Então, eu decidi que teria muito mais força ao lado de ACM Neto, se houvesse uma nova coligação entre os partidos”, disse.

“Eu vim para somar com Neto e eu quero passar uma esponja no passado e deixar esse povo para lá”, completou..

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